LUMINAClique nas perguntas para ver a resposta. 1- O que é o ACM no Lumina?R: Adaptive Coding and Modulation (ACM) ou Modulação e Codificação Adaptativa é um método que permite adequar a capacidade de transmissão de dados Ethernet às condições dinâmicas do enlace de rádio. Quando as condições são favoráveis (como por exemplo, com sol), um esquema de modulação e potência é usado, com um maior nível de modulação (como por exemplo, 256 QAM), a fim de permitir a máxima capacidade de transmissão possível. A medida que as condições do enlace se degradam (como por exemplo, sob chuva), através da relação Sinal/Ruído (SNR) percebida pelo Modem, um novo esquema de modulação e potência é negociado, usando um menor nível de modulação (como por exemplo, 128 QAM), reduzindo assim a máxima capacidade de transmissão possível, porém mantendo o enlace funcionando. Entretanto, se as condições ainda continuarem piorando, outros esquemas com modulações mais robustas serão negociados (como por exemplo, para 64 QAM, 32 APSK, 16 APSK, até QPSK), mas em contrapartida, reduzindo ainda mais a capacidade do enlace. Já quando as condições melhoram (percebida pela melhora da SNR), esquemas com modulações de mais alto nível serão negociados (como por exemplo, para 16 APSK, 32 APSK, 64 QAM, 128 QAM, até 256 QAM), aumentando novamente a capacidade de tráfego permitida no enlace. Resumindo, se o ACM for habilitado na configuração do Modem, o Lumina adapta-se às condições permitidas pelo enlace, ou seja, se a SNR cair abaixo do limite (threshold) que o enlace possa suportar naquela modulação corrente, como pode acontecer em caso de chuvas fortes, o rádio diminuirá o nível de modulação e aumentará a potência. A melhora na sensibilidade de recepção resultante permite que o enlace continue em funcionamento. A comutação entre os diversos esquemas de modulação e potência do Lumina ocorre sem perdas de bit (hitless). 2- Como funciona a comutação ACM no Lumina?R: O Modem monitora a relação Sinal/Ruído (SNR) do enlace através do Radial MSE (Radial Mean Square Error) calculado na recepção. Basicamente, SNR = – RMSE em dB (inversão de sinal). Quando o valor do RMSE ultrapassa o limiar (threshold) estipulado para a modulação corrente, um novo esquema é negociado. Essa negociação se processa de forma transparente e sem erros de bit (hitless). Os valores de limiar (threshold) para o RMSE, o gatilho (trigger) para iniciar a comutação, são diferentes para cada esquema de modulação/potência, Bandwidth (BW) – usado pela canalização permitida pela resolução ANATEL correspondente, se Strong FEC ou Weak FEC foi configurado, bem como se down shift (comutação de uma modulação de mais alto nível para uma outra mais robusta) ou up shift (comutação de uma modulação de menor nível para outra de maior nível). Por exemplo, para o Lumina de 6.5 GHz e canalização com 40 MHz de espaçamento entre portadoras (40 MHz de BW configurado), se houve sincronismo inicial em 256 QAM/+20 dBm (supondo, RMSE em torno de -34 dB), caso ocorra um evento climático que piore a relação Sinal/Ruído (SNR) e o RMSE (weak FEC) chegue a -32.2 dB em 256 QAM, ele comutará para 128 QAM/+23 dBm e o RMSE consequentemente diminuirá em 128 QAM. Ele permanecerá nesse esquema até que o RMSE (weak FEC) em 128 QAM diminua ainda mais e chegue a -36.2 dB (“melhore a SNR”), ou que em 128 QAM o RMSE aumente ainda mais e chegue a -29.4 dB (“piore a SNR”), passando então para um novo esquema de modulação/potência – 256QAM ou 64QAM, respectivamente. Efeitos climáticos no enlace afetam isso diretamente, como chuva forte por exemplo. Nível de Rx (RSL) muito baixo e/ou Interferência externa muito alta comprometem a SNR na recepção. Portanto, a escolha de um canal de RF livre de eventuais interferências externas, provenientes de outros sistemas de rádio na mesma frequência, e um perfeito alinhamento das antenas são essenciais para o correto funcionamento e garantia do desempenho (performance calculada) para o Lumina no enlace. É importante que os níveis de recepção, previamente calculados no projeto de rádio enlace, sejam verificados e alcançados.
3- É possível configurar o Lumina para funcionar nas topologias de rede em Anel (Ring) ou Malha (Mesh)?R: Sim, através do uso do STP (Spanning Tree Protocol): STP compatibility, RSTP (Rapid STP), MSTP (Multiple STP). 1- RSTP habilitado nos Luminas e Switches externos; 2- RSTP habilitado somente nos Luminas e desabilitado nos Switches externos; 3- RSTP habilitado somente nos Switches externos e desabilitado nos Luminas.
Neste caso, para o item 3, o filtro de BPDU (Bridge Protocol Data Unit) deve ser desligado pela execução do seguinte comando de registro: << eth sw48 w 4 04 0004A6ABCDEF >>. Para manter o filtro de BPDU desabilitado, mesmo após qualquer reinicialização do Lumina, o comando de registro deve ser adicionado ao arquivo de configuração da flash, pelo seguinte prompt de comando: << cfg add eth sw48 w 4 04 0004A6ABCDEF >>. Para ligar o filtro de BPDU novamente, essa linha deve ser simplesmente deletada do arquivo de configuração da flash, pelo seguinte prompt de comando: << cfg delete (número de entrada) >>. Após, realize um Restart CPU.
Quando o Spanning Tree está desabilitado nos Luminas, por padrão (default) o filtro de BPDU encontra-se habilitado neles. Este filtro não deixa passar os pacotes BPDU, os quais são essenciais para a operação STP. Então imagine que você implementou o STP nos Switches externos e uma Bridge está enviando um pacote BPDU para uma Bridge que encontra-se atrás do enlace de Luminas. Este pacote será descartado pelo Lumina em questão, uma vez que os pacotes BPDU estão sendo filtrados. Assim, o STP entre os Switches externos não funcionará. Portanto, para esse caso particular do item 3, você precisa obrigatoriamente desabilitar o filtro de BPDU nos Luminas. Dessa forma, os pacotes BPDU passarão pelo enlace de rádio e alcançarão o Switch externo que está atrás do enlace.
Setup de Teste (Item 1 e 3):
P1 porta externa, se disponível (LAN 1 – Gigabit Óptica) P2 porta externa, se disponível (LAN 2 – Gigabit Óptica) P3 porta externa, se disponível (LAN 3 – Gigabit Elétrica) P4 porta externa, se disponível (LAN 4 – Gigabit Elétrica) P5 porta interna (WAN) P6 porta interna (Mng)
Nas configurações de teste, como indicado acima e abaixo, o desempenho do STP pode ser verificado e dá os resultados como se é esperado. Mesmo durante falta de sincronismo do rádio (Sync Loss) em somente um único sentido de comunicação, o RSTP reconfigura o Spanning Tree. Em todos os três casos indicados acima, o RSTP lida corretamente com a falha do enlace em somente um único sentido de comunicação. No momento em que o rádio perde o sincronismo, seja pela falha do receptor local ou do transmissor remoto, ou se a frequência de recepção está sofrendo uma grande atenuação ou interferência externa, o rádio desconecta a porta interna 5 (WAN) e o STP reconfigura, evitando loop na rede, e todos os elementos do anel permanecem visíveis.
Setup de Teste (Item 2):
P1 porta externa, se disponível (LAN 1 – Gigabit Óptica) P2 porta externa, se disponível (LAN 2 – Gigabit Óptica) P3 porta externa, se disponível (LAN 3 – Gigabit Elétrica) P4 porta externa, se disponível (LAN 4 – Gigabit Elétrica) P5 porta interna (WAN) P6 porta interna (Mng)
O root bridge neste caso é o Lumina com IP 192.168.205.12. O sync loss foi alcançado pelo acréscimo na atenuação do enlace usando atenuadores variáveis. ![]() Figura 1 (192.168.205.10) ![]() Figura 2 (192.168.205.11) ![]() Figura 3 (192.168.205.12) ![]() Figura 4 (192.168.205.13)
4– Qual nível de recepção (RSL) é normal para o funcionamento do Lumina?Dependendo das premissas consideradas em projeto de rádio enlace (no Path Loss, por exemplo), é normal para o Lumina trabalhar com nível de Rx calculado entre -30dBm a -50dBm. Níveis de recepção altos demais podem causar saturação e inclusive danificar o equipamento, portanto não ultrapasse -20dBm. Níveis baixos demais comprometerão a performance do enlace, portanto confirme que o nível calculado em projeto foi alcançado durante o alinhamento das antenas.
5– De que forma a relação sinal ruído (SNR) afeta a performance do Lumina?A SNR é percebida pelo modem do Lumina como RMSE. Basicamente SNR = -RMSE (desconsidere o sinal negativo). Essa relação depende de dois fatores básicos: nível de recepção de sinal e eventual interferência no canal de RF escolhido, bem como do esquema de modulação/potência que está sendo usado no momento. A comutação ACM, quando habilitada, é baseada nesses valores percebidos pelo modem. Alto nível de modulação (256QAM, por exemplo) é mais susceptível a ruído e eventual interferência externa. Porém, quanto menor o nível da modulação (QPSK, por exemplo), menos susceptível ela será. Níveis baixos (RSL) comprometerão a performance do enlace, portanto confirme que o nível calculado em projeto foi alcançado durante o alinhamento das antenas. Eventual interferência sobre o canal de RF escolhido, principalmente em sites já congestionados na mesma faixa de frequência usada (Lumina 6.5GHz, 7.5GHz, 8GHz, 8.5GHz, 11GHz, 18GHz ou 23GHz), também comprometerá a performance do enlace. Portanto, confirme os valores percebidos pelo modem (RMSE) e observe o LDPC stress do FEC, após finalizado o alinhamento fino das antenas e de ter sido verificado o RSL calculado em projeto. Valores considerados normais para 256QAM são da ordem de 33dB a 36dB com alguma possível indicação dinâmica do LDPC stress (BER antes do FEC). Já para QPSK são da ordem de 38dB a 41dB com indicação dinâmica do LDPC stress sempre em zero. Isso dará uma indicação da saúde do enlace. 6– Como alterar o BW se ele não aparece na lista de seleção na configuração do Modem em “Main configuration”? A versão do firmware indicada pelo web-browser é a V1.56b 2011.07.21!Antes de mais nada, limpe o cache do navegador (web-browser), abra uma nova janela e conecte-se novamente ao Lumina. Na versão particular de firmware V1.56b 2011.07.21 existe uma característica em que após a seleção inicial tenha sido realizada, isto é, uma vez o BW escolhido e executado, ele bloqueia no padrão do BW – ANSI ou ETSI, se este inicialmente foi um diferente do 40MHz (“40000 ANSI (FCC) & ETSI”). A lista de seleção para BW de 20/30/40/50 MHz aparece no padrão ANSI e a lista de seleção para BW de 28/40/56 MHz aparece no padrão ETSI. Para alterar entre os padrões, é necessário agora executar manualmente a seguinte linha de comando em “Tools–>Command line”: “modem standard”. Após feito isso, a lista de seleção escolhida, específica para ANSI ou ETSI, reaparecerá.
SUPERSTARClique nas perguntas para ver a resposta. 1- Como fazer para recuperar acesso via web-browser ao Super Star, caso usuário e senha de administrador ou endereço IP e máscara de sub-rede tenham sido alterados e esquecidos?
Existem dois botões disponíveis no frontal da IDU: um mais à esquerda “Reiniciar CPU” e outro mais à direita “Restaurar endereço IP e máscara de sub-rede/usuário e senha”. Vide o botão “Restaurar”, mostrado pela seta vermelha, na figura acima. a) Pressione e libere o botão Restaurar entre 1 a 5 segundos, assim o IP (10.0.68.123)/máscara (255.255.0.0) padrão de fábrica serão restaurados, porém usuário e senha não serão alterados. b) Pressione e libere o botão Restaurar entre 6 a 10 segundos, assim o usuário (administrator)/senha (1) padrão de fábrica serão restaurados, porém IP e máscara não serão alterados. c) Pressione e libere o botão Restaurar por mais de 10 segundos. Neste caso, nada será alterado.
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